Getschko diz esperar sucesso do modelo adotado.
O modelo de medição da qualidade da banda larga brasileira, definido pela Anatel e já colocado em prática desde o ano passado, com a escolha da empresa inglesa PriceWaterhouseCoopers, parceira da SamKnows para aferir a qualidade da internet (EAQ), foi no início de 2012 questionado pelo NIC.br, que solicitou revisão do processo. Mas, na semana passada, a entidade pública divulgou o resultado e negou, oficialmente, o pedido do núcleo.
Para Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e conselheiro do CGI.bra resposta oficial não foi uma surpresa, pois o processo de medição está avançado. “A essa altura do campeonato, eles já fizeram as caixinhas e distribuíram para a entidade responsável por aferir a qualidade. Acho que eles devem continuar no caminho que escolheram. Não iríamos mais cobrar resposta ao recurso, pois isso foi feito em março do ano passado, depois disso, eles avançaram na implementação da solução que escolheram”, ressalta Demi.![]()
Em novembro do ano passado a medição começou a ser feita em 11 estados, sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, entre eles, pois as telcos devem entregar até 60% da velocidade contratada pelo consumidor e a medida pode regular o serviço das operadoras com mais de 50 mil acessos, como Telefônica/Vivo, Oi, GVT, entre outras. E caso a prestadora entregue apenas 20% do serviço contratado no início do mês, deve compensar nos últimos dias, para atingir a meta.
Após três anos de reuniões entre o NIC.br, Anatel e Inmetro para definir um modelo adequado para medir a qualidade da internet no Brasil, o órgão regulador optou pela empresa inglesa para se responsabilizar pelo processo, com a escolha do software SpeedTest, mas segundo o instituto sem fins lucrativos, o primeiro resultado da agência não foi o esperado, por isso, houve o pedido de revisão, no ano passado. “A primeira versão do software não media muitas coisas que foram definidas pela agência, esse foi um dos motivos do nosso questionamento; o software de teste era incompleto e provisório, mas suponho que a nova versão que está na entidade deve atender os pré-requisitos solicitados pela agência no ano passado”, afirmou.
A medição da Anatel ainda leva em consideração questões debatidas pelas entidades nas reuniões com o órgão regulador, o que segundo o diretor-presidente do NIC.br, mostra a contribuição positiva do instituto no processo. “O lado positivo dessa coisa toda, é que os critérios que foram discutidos longamente entre operadoras, Anatel e NIC.br foram os que a agência adotou para a medição da qualidade. O órgão público revogou que a medição deve partir do ponto do usuário até um ponto neutro, um ponto chamado de troca de tráfego, para medir uma rede realmente real. Isso era uma das coisas que estava no nosso projeto e que foi mantido na proposta”,explica.
Getschko ressalta que espera que o modelo tenha resultados positivos para os envolvidos no processo, e que, de algum modo, beneficie os usuários. “Achamos que uma boa medição da qualidade da banda larga é importante, e que os critérios que foram definidos devem ser seguidos, para que o resultado seja alcançado. Por outro lado, esses resultados que serão passados para as operadoras, devem de alguma forma, ser disponibilizados para o público em geral, para que acompanhem a evolução do serviço”, finaliza.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Negativa da Anatel para rever medição da banda larga era esperada, diz NIC.br
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Para Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e conselheiro do CGI.br
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